domingo, 9 de setembro de 2007

Richard Stallman esclarece sua opinião sobre jogos com engine livre e dados não-livres

Compartilhado e adaptado de: BR-Linux. Texto sob a GNU FDL 1.2. Autor: Augusto Campos.

O Libervis publicou uma entrevista por e-mail com Richard Stallman, o fundador da Free Software Foundation e do projeto GNU, a respeito da questão ética da arte não-livre.

A entrevista é longa mas o tema não é simples, portanto recomendo aos interessados: leiam o artigo inteiro. Para quem prefere a síntese, mesmo com o risco de perder alguma nuance do pensamento stallmiano sobre a ética da arte, eis alguns trechos da recente manifestação:

"(...) Não acho que trabalhos não-funcionais precisam ser livres. É suficiente que eles sejam compartilháveis. É positivo se [estes] outros trabalhos forem livres, mas não é éticamente imperativo, sob minha ótica."
Respondendo a uma pergunta sobre se ele considera aceitável o uso de jogos que tenham seu engine em software livre e seus dados disponíveis apenas para uso não-comercial, mas permitam o compartilhamento:
"Sim."
Veja a matéria toda (libervis.com).

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Espírito Livre

Encontrei, sobre software livre, mas ainda não tive tempo de ver: http://www.espiritolivre.org/

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Santos Dumont: pai da aviação e pai do conhecimento livre

Vale a pena ver esta apresentação em homenagem ao brasileiro Santos Dumont:
http://www.santosdumont.net/introducao/index.htm

Com destaque para os seguintes slides (17 ao 21):

(...)











(...)

Nota: As fotos estão em domínio público e o texto e edição das imagens pertencem ao Grupo Dezz.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Alerta para os entusiastas do conhecimento livre

Recebi o alerta no grupo de email G-POPAI publicado originalmente no "Blog do Sergio Amadeu": ALERTA: ABNT ESTÁ PRESTES A APROVAR PADRÃO DEFENDIDO PELA MICRO$OFT (sic).

Infelizmente não tive tempo de averiguar o caso com cuidado, portanto não sei até que ponto é verdade. Mas, se for verdade, vejo que é bastante grave.

A seguir vai o texto na íntegra. Note que esse texto não está sob as licenças especificadas no rodapé deste blog, e sim sob a licença específica do "Blog do Sergio Amadeu" (http://samadeu.blogspot.com/):

Uma guerra está em curso e o seu resultado influenciará milhões de pessoas. Trata-se de uma guerra de padrões. Governos de todo o mundo estão aprovando a preferência pelo uso de formatos abertos para trocar informações e textos. Assim, uma série de instituições passaram a adotar o formato ODF (Open Document Format) para escrever documentos.

Quando temos um padrão aberto o maior beneficiário é a sociedade, pois o texto digitado poderá ser lido independente do software usado para a sua leitura. Ou seja, o padrão aberto permite que as pessoas tenham comunicabilidade total e interoperabilidade plena na troca de documentos. Também permite que tenhamos competição dentro de um padrão.
Quanto maior a competição entre os softwares editores de textos, melhor para a sociedade, melhor para os consumidores.

Quem é contra o padrão aberto?
O monopólio mundial de software para desktop. A micro$oft quer impedir que os governos e as empresas passem a adotar o padrão ODF. Como percebeu que não pode combater a idéia de padrão aberto, decidiu conturbar o processo e distorcer o significado do que é um padrão aberto.

A micro$oft abandonou o consórcio que define o padrão ODF e propôs apoiar um outro padrão chamado OpenXML, da ECMA. Este padrão é uma colcha de retalhos aberta, mas muitos de seus componentes são fechados e patenteados.

Como sua estratégia está sendo bombardeada na Europa, a micro$oft quer tentar aprovar seu padrão no Brasil. Depois querem transformar o Brasil em exemplo para influenciar os demais países do mundo. Como pretendem fazer isto? Através da ABNT. A m$ criou um grupo de trabalho na ABNT, financiado por ela com o objetivo de aprovar o OpenXML como um padrão aberto.

A m$ está alocando funcionários e empresas aliadas para participar e controlar este grupo. Tal prática da m$ é bastante conhecida. Basta lembrar que o Chefe de Gabinete da Presidência do Serpro, em 2004, saiu da empresa pública diretamente para integrar os quadros da m$ em Brasília. O objetivo era paralisar o uso de software livre pelo governo federal. Este fato não ocorreria no mercado financeiro, pois lá existe a exigência de quarentena.

Fazer lobby é uma especialidade da empresa que tem recursos sobrando para tal. Por isso, antes que a ABNT, cometa um erro que custará muito caro ao Brasil, alerto a todos que defendem a liberdade de criação e conhecimento que se juntem para denunciar esta tentativa absurda de anular o padrão aberto ODF.

O padrão ODF é livre. Todos os seus componentes são abertos. Ele é de fácil implementação e pode ser usado por qualquer empresa, sem impedimentos nem necessidade de pagamento de royalties.

O padrão OpenXML é composto de vários componentes patenteados ou de propriedade de empresas privadas. É absurdamente complexo, tem mais de 5 mil páginas. Sua adoção não dará nenhuma garantia jurídica e nem permitirá que a evolução de cada componente do padrão seja pública e aberta.

Vamos barrar a tentativa do monopólio mundial de software para desktop de usar o órgão brasileiro de normas técnicas para expandir o seu monopólio de algoritmos.

Escreva para a ABNT

Denuncie a manobra monopolista da m$

Envie um representante da sua empresa ou entidade para participar do
grupo da ABNT.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

O encontro dos mascotes

Achei esta imagem um barato. Tirei do blog http://blog.linux.org.tw/~jserv/archives/001358.html (sem autorização, pois estava em japonês!).

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Artigo sobre Wikipédia e a informação livre

Eis um artigo muito bom sobre: "Wikipédia e a informação livre" publicada no site Digestivo Cultural, por Gian Danton em 2 de maio de 2007.

No livro Cibernética e sociedade, Norbert Wiener, reclamava contra a transformação da informação em uma mercadoria: "A informação deve poder circular. A sociedade da informação só pode existir sob a condição de troca sem barreiras. Ela é, por definição, incompatível com o embargo e a prática do segredo, com as desigualdades de acesso à informação e sua transformação em mercadoria. O avanço da entropia, representado pela não informação, é diretamente proporcional ao recuo do progresso".

[...]

leia mais...

sábado, 30 de dezembro de 2006

Origem da filosofia de liberdade do conhecimento

O grande responsável pela difusão da filosofia livre no mundo do conhecimento, ou seja, o primeiro que realmente falou sério sobre esse assunto publicamente em nível mundial foi o brasileiro Santos Dumont (S=D). Para os fãs da cultura livre, essa pode ter sido sua maior invenção, sendo "melhor" até mesmo que o próprio avião ou outras invenções também bastante relevantes como o relógio de pulso e a porta de correr.

Dumont, sempre em contato com um dos grandes núcleos do conhecimento global da época, a França, abria seus grandes e geniais projetos a todos. Dessa forma, Dumont acreditava que seus projetos - incluindo, evidentemente, os projetos relacionados à aviação - iriam evoluir de forma muito mais rápida do que se estivessem protegidos por direitos autorais. E esse princípio é um princípio-chave usado até os dias de hoje nas licenças livres existentes.

Na verdade, Dumont não propôs nenhuma licença formalmente, mas difundiu essa idéia de que o conhecimento deveria ser livre, deveria ser difundido e poder ser melhorado livremente por qualquer um. Uma licença utilizada e conhecida nos dias de hoje que mais se aproxima da idéia de Dumont talvez seja a Licença BSD. Pode-se dizer também que Dumont deixava seus projetos em domínio público.

Uma filosofia muito pouco compreendida em sua época e também pouco compreendida até os dias de hoje. É difícil compreender o motivo de alguém abrir mão de alguns de seus direitos autorais em benefício de algo bem maior, da humanidade como um todo, do compartilhamento da informação, da evolução do conhecimento. --- O fato é que o sonho de Dumont não era dobrar seu capital (ele já nasceu bastante rico), nem ficar famoso (apesar de ter ficado), mas sim propagar o conhecimento para conseguir ver, ainda vivo, suas invenções funcionarem.

Em 1982 surge a Licença BSD, formulada pela Universidade da Califórnia, ou oficialmente por "Regents of the University of California". Uma formalização das idéias de Dumont aplicadas ao mundo do software, porém provavelmente sem ter sido diretamente inspirada por elas. BSD é um acrônimo para "Berkeley Software Distribution", mas, por ironia das coincidências, também serve como acrônimo para "Brasil Santos Dumont". Apesar da BSD ser inicialmente voltada ao software, ela pode ser facilmente adaptada para servir para qualquer tipo de documento ou de produto criativo.

Quem formalizou ainda mais essas idéias de liberdade do conhecimento, e deu consistência à filosofia, foi Richard Matthew Stallman (RMS) em 1989. Na verdade, Stallman focou-se na questão do software, mas suas idéias geralmente se aplicam a qualquer tipo de conhecimento. É por esse motivo que é comum hoje em dia fazer a associação entre cultura livre e software livre. Foi o Stallman quem popularizou o termo copyleft, trocadilho com copyright. Foi ele também que elaborou a GNU General Public License (GPL) voltada também ao software e as derivadas como a GFDL, voltada a qualquer tipo de documento. Foi também fundador do Movimento Free Software e da Free Software Foundation (FSF) - Fundação para o Software Livre, entre outros feitos importantes relacionados ao tema. --- Por causa de tudo isso, Stallman é venerado entre os entusiastas dessa filosofia.

Sua idéia de copyleft é um pouco mais rebuscada - ou radical - que a idéia da Licença BSD e das idéias de Dumont. Nessa filosofia há uma restrição adicional: a de que, todo trabalho derivado de algo livre deve ser também livre. Essa restrição é uma condição importante de auto-proteção aos colaboradores de conteúdo livre. É como se, ao contribuir com algum conteúdo livre, houvesse a garantia de que quem desse continuidade ao trabalho também o mantivesse sempre com a licença livre. Dessa forma, todo trabalho derivado de trabalhos livres, deveriam ser obrigatoriamente livres também. No caso das licenças GNU, é como se todo trabalho feito sob a GNU sempre - inclusive os trabalhos derivados - fosse de toda a comunidade GNU.


[Imagens]
* Santos Dumont, GFDL, sent on Wikimedia Commons by [[User:Jordi coll costa]]

* Richard Matthew Stallman, by Sam Williams, published on March 1, 2002 under the GFDL.

Para começar: um pouco sobre este blog

Este blog nasce com o objetivo de explorar a idéia de liberdade, tão falada nos dias de hoje, relacionada à idéia da cultura livre, da filosofia de liberdade, do copyleft, da difusão da informação, do compartilhamento de idéias, do trabalho em equipe gerando frutos que poderão ser trabalhados e usados por todos.

Desde já é declarado que o conteúdo deste blog, em que o título é "Conhecimento Livre" está sob a licença BSD.

O objetivo deste blog não é ser 100% correto, porém a expectativa é de ser apenas útil e de ser também um valor a ser acrescentado no debate do conhecimento livre. Cabe ao leitor filtrar e aproveitar tudo da melhor forma possível. Participe enviando um email ao autor ou deixando seu comentário diretamente no blog.